Previsão de substituição de livros e cadernos por tecnologias pode assustar, mas é evidente




 Pierre Lévy, autor do termo "Inteligência Coletiva", é sociólogo especialista em Cibercultura e prevê que em breve livros didáticos e cadernos serão substituídos por tablets, celulares e computadores em geral. Ele aponta a necessidade de se continuar com o ensino da escrita à mão, como fazer cálculos mentais, apesar de termos disponíveis as calculadoras... Para ele é inevitável a invasão tecnológica nas escolas e o grande desafio encontra-se na capacitação dos docentes e da resistência que temos às tecnologias.

Ele acredita que o Brasil sendo hoje uma potência da economia mundial, deve ser mais otimista, pois, realmente temos muitos desafios a vencer em se tratando de Educação, mas também temos um ponto favorável, pois temos educadores bem intencionados e envolvidos com o processo de ensino e aprendizagem. Ele diz, em entrevista à Agência Brasil, em junho de 2012:  “Eu fico sempre surpreso ao ver até que ponto os brasileiros têm uma ideia negativa do seu próprio país. Primeiramente, vocês estão se transformando na quinta potência econômica do mundo, com uma taxa de crescimento muito elevada. Sim, tem analfabetismo, mas, apesar disso, há um esforço muito importante focado na educação, e o que eu vejo sempre que venho para cá é um monte de pessoas dedicadas para trabalhar na educação.”

Para o sociólogo, o Brasil está ciente de que o futuro do país está no investimento na educação. “Não fiquem desesperados e continuem com esse entusiasmo extraordinário”, completou. Lévy reconhece que os problemas existem, mas ressalta que eles têm que ser resolvidas com “as ferramentas de hoje e com a visão do futuro”.

Esforços ligados à Políticas Públicas devem ser reforçados nos próximos anos, já que é fundamental preparo do professor para lidar com essa nova realidade que emerge dos novos tempos, das novas experiências da sociedade.

Não se pode mais negar o acesso às Mídias Sociais e Tecnológicas.

Todos devemos ter em mente essa necessidade e alavancar esforços nessa direção.

Não se pode admitir que os profissionais tenham que receber mais essa atribuição, sem que sejam capacitados para isso, como já vimos em muitos contextos ao longo da história educacional brasileira. É fundamental empenho da Gestão para que isso se efetive realmente.


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