A importância de transformar uma cidade em Cidade Inteligente

Os desafios para gerir uma cidade são enormes, mas já temos propostas de boas experiências em como construir Cidades Inteligentes.

Sabe-se que o crescimento demográfico das cidades da América Latina tem sido motivo de preocupação cada vez mais urgente para governantes em geral, pois o crescimento dessa região é muito significativa ao longo de toda a história.

Com o crescimento acelerado, vêm os desafios emergentes a serem resolvidos ou amenizados a curto prazo, mas há de se pensar a médio e longo prazo, com extrema urgência.

Os cidadãos, em geral, dessas localidades têm um papel essencial enquanto beneficiários e participantes das transformações da comunicação cada vez mais móvel que facilitam cada vez mais o monitoramento e a colaboração com as políticas de seus governantes. Dessa forma, constituir uma Cidade Inteligente é uma solução muito mais abrangente, e se refere à cidades que colocam o ser humano no centro do planejamento e desenvolvimento, estabelecendo essa tão necessária visão a longo prazo.

Segundo a ONU (2013), metade da população já vive em cidades, atualmente, e ela prevê que em 2050, 70% dos habitantes viverão em espaços urbanos.

Em meio da aceleração da urbanização em todo o planeta e da revolução digital é fundamental planejar, gerenciar e governar cidades sustentavelmente, maximizando a economia e tornando cada vez menores os danos ambientais, tornando-se esses grandes desafios para todos os governos neste século. As políticas públicas deve destinar seus recursos para um melhor aproveitamento e as matérias-primas necessitam ser explorados de forma consciente e responsável. 

As 5 dimensões da sustentabilidade: 

a) Dimensão ambiental: também conhecida como capital natural pode ser dividida em três subdimensões. A primeira foca-se na ciência ambiental e inclui ecologia, diversidade do habitat e florestas. A segunda inclui qualidade do ar e da água (poluição), proteção da saúde humana por meio da redução de contaminação química e da poluição. E, a terceira, foca-se na conservação e na administração de recursos renováveis e não renováveis.

b) Dimensão espacial: norteada pelo alcance de uma equanimidade nas relações inter-regionais e na distribuição populacional entre o rural/urbano e o urbano.

c) Dimensão cultural: modulada pelo respeito à afirmação do local, do regional e do nacional, no contexto da padronização imposta pela globalização.

d) Dimensão econômica: também conhecida como capital artificial inclui não só a economia formal, como também as atividades informais que provêem serviços para os indivíduos e grupos e aumentam, assim, a renda monetária e o padrão de vida dos indivíduos.

e) Dimensão social: conhecida como capital humano consiste no aspecto social relacionado às qualidades humanas, como habilidades, dedicação e experiências. A dimensão social engloba tanto o ambiente interno da empresa quanto o ambiente externo.precisam fazer parte do planejamento, em planos estratégicos.
 
nos levam a refletir sobre esse grande desafio: se é necessário gerar empregos com práticas sustentáveis faz-se também necessário "crescer o nível de consciência ambiental, ampliando as possibilidades de a população participar mais intensamente nos processos decisórios como um meio de fortalecer a sua corresponsabilização na fiscalização e controle dos agentes responsáveis pela degradação socioambiental."  (PATRICIO, 2016).

É urgente que os planos estratégicos em questão, levem em conta o desenvolvimento de mecanismos de decisão dinâmicos, que levem em conta o crescimento e a inclusão de processos de participação cidadã.

Portanto, faz-se primordial conhecer a cidade e tudo ocorre, seus problemas e possibilidades, mas isso é algo que só é possibilitado pela mudança nas estruturas governamentais e na participação de seus diferentes agentes de gestão pública.

Apenas dessa forma conseguiremos transformar nossas cidades em Cidades inteligente.

Mas o que vem a ser uma Cidade Inteligente (Smart City)?

São cidades inovadoras em todos os processos de gestão, governança e processos de participação decisórios de toda a sociedade, que utiliza as TIC (tecnologias de Interação e Comunicação) para buscando a melhoria na qualidade e bem-estar de vida da população, com eficiência nos processos e serviços prestados, garantindo atendimento das gerações atuais e das futuras, pois se projeta a pequeno. médio e longo prazo nas dimensões socioeconômicas e ambientais.


Essas cidades utilizam conectividade, sensores distribuídos em ambientes, nas ruas, em qualquer zona de tráfego de pessoas, e sistemas de gestão inteligente, solucionando problemas com muito mais agilidade, quase que imediatamente, além da estruturação de cenários urbanos mais complexos e criação de resoluções mais inovadoras aos problemas e necessidades dos cidadãos. Por integrarem e analisarem grandioso volume de informações e dados gerados, essas TIC são meio perfeito pra antecipar, mitigar e prevenir crises.

Assista ao vídeo para entender melhor essa nova forma de gerir e participar da gestão de uma cidade, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, que é o grande objetivo do progresso, que deve portanto ser sustentável e democrático:

  


 Em síntese, uma Cidade Inteligente:
    • Gera integração que abastece a administração pública com as informações necessárias e transparentes para uma melhor tomada de decisão e gerenciamento orçamentário;
    • Permite melhor atendimento de usuários de serviços e melhora a imagem dos órgãos públicos, elevando, assim, o grau de satisfação dos habitantes;
    • Otimiza a alocação de recursos e ajuda a reduzir gastos desnecessários;
    • Gera procedimentos comuns que aumentam a eficiência do governo;
    • Produz indicadores de desempenho que auxiliam na medição, comparação e melhoria das políticas públicas;
    • Permite maior envolvimento da sociedade civil organizada e dos cidadãos na administração por meio do uso de ferramentas tecnológicas que ajudam a monitorar os serviços públicos, apontando problemas, informando e interagindo com a administração municipal para resolvê-los.
Esse foi um primeiro texto sobre a temática que será tratada aqui no blog nos próximos dias. É preciso ampliar o espaço de debate sobre essas questões, principalmente em um ano em que teremos eleições municipais no Brasil. 

Nós queremos propostas dignas para a gestão municipal...


Vamos aguardar os planos de governo dos candidatos. O povo precisa parar de votar porque gosta de fulano ou ciclano. Gostar da pessoa é uma coisa, ela ter propostas e capacidade é outra. 

Vamos discutir com todos os futuros candidatos e verificar quais propostas de inovação e melhoria nas políticas públicas de nossas cidades eles têm? 
Com quais pensamentos e ideologias eles se afinam...?

A participação popular é imprescindível na administração pública. Dar voz e vez ao povo através de colegiados, fóruns e conselhos.

Criticar é fácil... Queremos soluções e propostas viáveis.

Fiquemos atentos!


Referências

CAMPO GRANDE SEDIA 2º FÓRUM DE CIDADES DIGITAIS E APRESENTA RUA 14 DE JULHO COMO MODELO DO CONCEITO. Prefeitura de Campo grande. 2010. Disponível em: http://www.campogrande.ms.gov.br/cgnoticias/noticias/campo-grande-sedia-2o-forum-de-cidades-digitais-e-apresenta-rua-14-de-julho-como-modelo-do-conceito/, acessado em 14/06/2020.

Organização das Nações Unidas. ONU: mais de 70% da população mundial viverá em cidades até 2050. ONU, 2013. Disponível em: https://nacoesunidas.org/onu-mais-de-70-da-populacao-mundial-vivera-em-cidades-ate-2050/. Acessado em 13/06/2020.

PATRÍCIO. M.G.L. Quais as dimensões da sustentabilidade?.JUS.COM.BR. 2016. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/53841/quais-as-dimensoes-da-sustentabilidade, acessado em 12/06/2020

Vídeo de Citeos.  O é uma cidade inteligente. Canal Jonatas Prust, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5TJmTyofYbc, acessado em 14/06/2020.


Daniele Júlia Nascimento Martí


Professora de Ensino Fundamental e Ed. Infantil, há 22 anos,atuando como docente em Escola em Tempo Integral em Itupeva/ SP. 
Pedagoga (PUC/ SP)
Especialista em Gestão de Instituições Educacionais (UNICOC) e em Especialista em Tecnologias Educacionais (PUC/Rio)
Fui Coordenadora Pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental de escolas municipais (rurais e urbanas).
Fui Tutora Pedagógica Especialista em Curso de Licenciatura em Pedagogia (pela Unicoc) Coordenadora e Formadora de Programa de Formação de Professores em Tecnologias Educacionais, que abrange a dimensão de formação, fornecimento de equipamentos e materiais digitais - Proinfo Integrado da SEED/ MEC - governo federal do Brasil (de 2008 a 2011), Coordenadora na Implantação de Sistema de Gestão - Planeta Educação - Future Kids - Vitae (Coordenei a implantação do sistema, sua alimentação e manutenção, emissão de boletins e históricos, de junho de 2009 a maio de 2010, na rede municipal de Itupeva, quando o contrato foi rescindido, liderando pessoal de apoio administrativo em 26 escolas municipais), além de cuidar da manutenção com informações, curiosidades e matérias relacionadas à educação no site da Diretoria de Educação de Itupeva/SP, neste mesmo período. Assessoria Pedagógica, Administrativa e Tecnológica em montagem de escolas e creches desde o esboço do projeto até sua implantação, e acompanhamento nas diversas dimensões da Gestão Educacional. Membro da Diretoria Executiva e Coordenadora de Tecnologias Educacionais da Abrapee Nacional e Estadual de SP. Foi Diretora de Escola Municipal de Tempo Integral e como Assistente Técnico Pedagógico de Escola de Governo Municipal.



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